HISTÓRIA DO TRICÔ





HISTÓRIA DO TRICÔ


Ninguém sabe como o tricô foi inventado, mas os historiadores acreditam que o tricô nasceu no Mediterrâneo e se espalhou por toda Europa e o resto do mundo.

Foram descobertas no Egito em 1200 d.C. as peças mais antigas que existem, nesta época o tricô era feito pelos homens e as mulheres produziam os fio com a roca de fiar. As malhas eram confeccionadas em círculo pelo ponto básico o ponto meia.  

As senhoras das ilhas Shetlands até hoje trabalham com 5 agulhas, necessárias para o tricô circular, e nunca com duas como estamos acostumadas.

Os tipos de tricô mais famosos vem das Ilhas Britânicas. (Ilha Jersey, Fair, Ilhas Aran, Ilhas Shetland).

Apesar das ilhas serem próximas umas das outras, cada população desenvolveu sua característica própria e marcante de tricotar.

             

                                                                  
  acima, o tricô da Ilha Fair chama-se          acima o trico das Ilha de Aran chama-se 
Fair Isle Knitting que é o Jacgaud.                  Aran Knitting que são os motivos Irlandeses

           

As fibras

Além da lã e da linha, o tricô pode ser feito com qualquer tipo de fio, por exemplo, fios de metal, fitas de cetim, barbante, sisal, juta, etc... As fibras são dividas em duas categorias: a fibra Natural e a Sintética. As Fibras Naturais são compostas de:

 1)   Proteínas – as fibras provenientes dos animais. Ex.:

 Com o pelo de:  Produzimos:

Ovelha                   Lã

Bode                      Turco Mohair

Lhama                   Alpaca

Bode do Tibet         Cashemira

Coelho                   Angorá

 Apesar de não ser constituída de pêlo, a Seda também está entre as fibras animais e é produzida pelo bicho-da seda. Existem fibras de muitos outros animais. A fibra mais cara, mais macia, e a mais quente que existe, é a lã chamada qiviut, proveniente de um animal parecido com o búfalo chamado Muskox.

  2) Celulose – as fibras provenientes dos vegetais. Ex.: o algodão, o linho, a juta, o ramie, a rafia, etc... Por fim as Fibras Sintéticas. Ex.: a poliamida, o acrílico, o poliester, rayon, nylon, etc...   

  

A lã do pelo do Muskox é extremamente macia e não encolhe     

 

AS FERRAMENTAS DO TRICÔ

 Na verdade, o único material necessário são as agulhas de tricô. O resto dos materiais encontrados à venda irão facilitar e agilizar o seu trabalho, mas não são imprescindíveis.

As agulhas de tricô podem ser de metal, madeira, ou plástico. Hoje em dia temos agulhas até de vidro.

Cada tricoteira tem a sua preferência. Eu prefiro agulhas de metal, pois os pontos deslizam facilmente e tricoto muito mais rápido. Na minha opinião, as agulhas de plástico são ideais para quem está aprendendo, para que não se perca os pontos, que deslizam mais facilmente na agulha de metal do que numa agulha de plástico ou madeira. Se o fio for muito liso e escorregadio, eu o uso com agulhas de madeira.

A agulha de metal também é muito boa para quem tem a tensão do ponto muito apertada. As pessoas com artrite preferem as agulhas de madeira.

 

TIPOS DE AGULHAS

 Agulhas de 1 ponta – são as agulhas da foto abaixo, e são usadas para a grande maioria das receitas.

    


                                                                                                                               

 Agulhas de 2 pontas – são utilizadas para o tricô circular e por isso vêm em jogos de 5 agulhas.

Antigamente não existia a “bolinha” na ponta da agulha como existe hoje. Todas eram de duas pontas, e o tricô era feito em círculo. Parece que a invenção da máquina de tricotar, que faz o tricô em carreiras de ida e volta, contribuiu com o tricô feito à mão em carreiras de ida-e-volta.

 


 








Agulhas Circulares A agulha circular tem duas utilidades: serve para fazer o tricô circular, obviamente... e para reduzir o peso do trabalho em caso de se estar tricotando algo grande como uma manta. Também pode-se usar a agulha circular para fazer o tricô normal de ida-e-volta.



 







MATERIAS DIVERSOS

1. Marcadores – usamos os marcadores circulares (as argolinhas na foto abaixo) para marcar as divisões do trabalho, eliminando com isso a necessidade de contar os pontos. Estes são colocados na agulha – tantos pontos, uma argolinha, tantos pontos outra – e vai-se tricotando até chegar na argolinha, e sabe-se que ali começa a manga por exemplo. Podemos também fazer uma argolinha com uma lã de cor diferente da do trabalho.

O marcador que parece um alfinate é usado no próprio trabalho. Por exemplo, para marcar os aumentos de manga, deixar poucos pontos à espera, marca o meio, etc... É irritante usar alfinete comum em lã, pois tem a ponta muito afiada, mas a utilidade é a mesma.

 

2. Cinturão de tricô – pouquíssimas tricoteiras usam esse cinturão. O cinturão é usado com as agulhas de 2 pontas. Coloca-se a agulha da mão direita num dos buraquinhos do cinto. Eu amo esse método de tricotar. Com a agulha presa no cinto, fica-se livre para fazer os movimentos com maior rapidez. Eu costumava colocar minha agulha, entre a almofada e o braço do sofá, antes de descobrir a existência desse cinto. Tenho um respeito incrível pelos povos antigos, como eram engenhosos! O cinto é de couro com enchimento de crina de cavalo.

3. Placa de metal – A placa de metal com ímãs é bárbara e eu recomendo. Sua satisfação será garantida. Você poderá usá-la para fazer Ponto Cruz, Crochê, Tricô, para marcar onde está numa receita escrita, etc... Coloca-se a placa de metal por baixo da página da receita, e os imãs servem como uma “régua fixa”, assim como para segurar a página.





 













Coloca-se a placa de metal por baixo da página da receita, e os imãs servem como uma “régua fixa”, assim como para segurar a página. A carreira a ser trabalhada está entre os dois ímãs.

 

OS PONTOS BÁSICOS DO TRICÔ

A malha do tricô é produzida através de dois pontos: o ponto meia e o ponto tricô.

A partir desses dois pontos básicos podemos criar milhares de pontos ou tramas diferentes. Como por exemplo, o ponto arroz, o ponto ajur, o ponto de barra, o ponto astracã, favo de mel, olhos de lince, etc, etc, etc... não sei se é verdade, mas me disseram que há muito mais do que 5.000 pontos de tricô!

 Ponto meia - direito do trabalho


Ponto tricô - avesso do trabalho                                                                                                     



 

O Vocabulário do Tricô fonte: Mon Tricot Edição Especial - 1001 Pontos e Conselhos

 Carreira: o que chamamos de “carreira” representa os pontos reunidos numa só agulha. No tricô circular, a carreira é chamada de “volta”.

 À espera: os pontos à espera são aqueles que são deixados numa agulha sem tricotá-los, porque é preciso primeiro terminar um lado de um decote, ou uma manga, etc. até retomar o outro lado, ou até reunir os pontos do corpo da roupa com os pontos da manga, etc.

 Aumento: um aumento é um ponto acrescido durante o trabalho. Existem vários tipos de aumento.

 Diminuição: uma diminuição é a eliminação de um ponto, durante o trabalho. Existem várias maneiras de fazer diminuições.

Tirar Um Ponto Sem Fazer: consiste em fazer passar da agulha esquerda para a agulha direita sem tricotá-lo.

Grafting: é o nome em inglês de um método para unir dois pedaços de tricô com uma carreira de pontos refeitos, usando uma agulha de tapeçaria, formando costura invisível.

A Regina Rogers  fez um vídeo explicando essa técnica, para você que já sabe fazer tricô mas não sabe fazer o grafting, aqui está o link do video: http://www.youtube.com/profile_videos?user=rogersregina

Laçada: fazer uma laçada é lançar (passar o fio) sobre ou em volta da agulha direita antes de tricotar um ponto.

Montagem dos Pontos: a montagem serve de base para tricotar a primeira carreira. Portanto, não se conta a montagem como uma carreira. Existem vários tipos de montagem.

Levantar: levantar pontos (ou pegá-los novamente) consiste em pegar sobre uma agulha, os pontos rematados, de montagem, de borda, etc. para poder continuar a tricotar alongando o trabalho por baixo, por cima, ou de lado.

Amostra: por que devemos fazer uma amostra? Porque cada uma de nós temos uma maneira especial de esticar o fio, e de apertar o ponto. Isso significa que as dimensões de um trabalho, feito com a mesma lã e a mesma agulha, mas por duas pessoas diferentes, terá dimensões diferentes.

A amostra serve para fornecer a tensão do seu tricô, que é medida em número de pontos e número de carreiras em 10cm. Se você não obtiver a tensão exata da receita, a sua peça de roupa acabará com um tamanho indesejado e também com uma textura diferente.

Ao fazer a amostra, você poderá recalcular a receita inteira e fazer a peça com suas medidas próprias e de caimento perfeito.

Se sua amostra tiver mais pontos e mais carreiras do que a receita está pedindo, você precisa de uma agulha de número maior. Você deve encontrar a agulha certa que dará uma amostra exatamente como a da receita ou, se você quiser, recalcular a receita usando a sua tensão.

Se sua amostra tiver menos pontos e menos carreiras do que a receita está pedindo, você precisa de uma agulha de número menor.

 

A amostra tem 9 pontos em 10 cm

 

***Créditos a Artesã: Regina Rogers

***Matéria do site: auladetrico.typepad.com

 



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